Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Barak Hussein Obama - 44º Presidente dos Estados Unidos da América

Tomada de posse

Discurso de Barack Obama em português
20.01.2009 - 21h17


Meus caros cidadãos:


Aqui estou hoje, humilde perante a tarefa à nossa frente, grato pela confiança que depositaram em mim, consciente dos sacrifícios que os nossos antepassados enfrentaram. Agradeço ao Presidente Bush pelo seu serviço à nossa nação, assim como a generosidade e a cooperação que demonstrou durante esta transição.Quarenta e quatro americanos fizeram até agora o juramento presidencial. Os discursos foram feitos durante vagas de crescente prosperidade e águas calmas de paz. No entanto, muitas vezes a tomada de posse ocorre no meio de nuvens espessas e furiosas tempestades. Nesses momentos, a América perseverou não só devido ao talento ou à visão dos que ocupavam altos cargos mas porque Nós o Povo permanecemos fiéis aos ideais dos nossos antepassados e aos nossos documentos fundadores.Assim tem sido. E assim deve ser com esta geração de americanos.Que estamos no meio de uma crise, já todos sabem. A nossa nação está em guerra, contra uma vasta rede de violência e ódio. A nossa economia está muito enfraquecida, consequência da ganância e irresponsabilidade de alguns, mas também nossa culpa colectiva por não tomarmos decisões difíceis e prepararmos a nação para uma nova era. Perderam-se casas; empregos foram extintos, negócios encerraram. O nosso sistema de saúde é muito oneroso; para muita gente as nossas escolas falharam; e cada dia traz-nos mais provas de que o modo como usamos a energia reforça os nossos adversários e ameaça o nosso planeta.Estes são indicadores de crise, resultado de dados e de estatística. Menos mensurável mas não menos profunda é a perda de confiança na nossa terra - um medo incómodo de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve baixar as expectativas. Hoje eu digo-vos que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Não serão resolvidos facilmente nem num curto espaço de tempo. Mas fica a saber, América - eles serão resolvidos.Neste dia, unimo-nos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objectivo e não o conflito e a discórdiaNeste dia, viemos para proclamar o fim dos ressentimentos mesquinhos e falsas promessas, as recriminações e dogmas gastos, que há tanto tempo estrangulam a nossa política. Continuamos a ser uma nação jovem, mas nas palavras da Escritura, chegou a hora de pôr as infantilidades de lado. Chegou a hora de reafirmar o nosso espírito de resistência, de escolher o melhor da nossa história; de carregar em frente essa oferta preciosa, essa nobre ideia, passada de geração em geração; a promessa de Deus de que todos somos iguais, todos somos livres, e todos merecemos uma oportunidade de tentar obter a felicidade completa.Ao reafirmar a grandeza da nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um dado adquirido. Deve ser conquistada. A nossa viagem nunca foi feita de atalhos ou de aceitar o mínimo. Não tem sido o caminho dos que hesitam – dos que preferem o divertimento ao trabalho, ou que procuram apenas os prazeres da riqueza e da fama. Pelo contrário, tem sido o dos que correm riscos, os que agem, os que fazem as coisas – alguns reconhecidos mas, mais frequentemente, mulheres e homens desconhecidos no seu labor, que nos conduziram por um longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.Por nós, pegaram nos seus parcos bens e atravessaram oceanos em busca de uma nova vida.Por nós, eles labutaram em condições de exploração e instalaram-se no Oeste; suportaram o golpe do chicote e lavraram a terra dura. Por nós, eles combateram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandia e Khe Sahn. Tantas vezes estes homens e mulheres lutaram e se sacrificaram e trabalharam até as suas mãos ficarem ásperas para que pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América como maior do que a soma das nossas ambições individuais; maior do que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.Esta é a viagem que hoje continuamos. Permanecemos a nação mais poderosa e próspera na Terra. Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que eram quando a crise começou. As nossas mentes não são menos inventivas, os nossos produtos e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada ou no mês passado ou no ano passado. A nossa capacidade não foi diminuída. Mas o nosso tempo de intransigência, de proteger interesses tacanhos e de adiar decisões desagradáveis – esse tempo seguramente que passou. A partir de hoje, devemos levantar-nos, sacudir a poeira e começar a tarefa de refazer a América.Para onde quer que olhamos, há trabalho paraa fazer. O estado da economia pede acção, corajosa e rápida, e nós vamos agir – não só para criar novos empregos mas para lançar novas bases de crescimento. Vamos construir estradas e pontes, redes eléctricas e linhas digitais que alimentam o nosso comércio e nos ligam uns aos outros. Vamos recolocar a ciência no seu devido lugar e dominar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade do serviço de saúde e diminuir o seu custo. Vamos domar o sol e os ventos e a terra para abastecer os nossos carros e pôr a funcionar as nossas fábricas. E vamos transformar as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isto. E tudo isto iremos fazer. Há alguns que, agora, questionam a escala das nossas ambições – que sugerem que o nosso sistema não pode tolerar muitos planos grandiosos. As suas memórias são curtas. Esqueceram-se do que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem fazer quando à imaginação se junta um objectivo comum, e à necessidade a coragem.O que os cínicos não compreendem é que o chão se mexeu debaixo dos seus pés – que os imutáveis argumentos políticos que há tanto tempo nos consomem já não se aplicam. A pergunta que hoje fazemos não é se o nosso governo é demasiado grande ou demasiado pequeno, mas se funciona – se ajuda famílias a encontrar empregos com salários decentes, cuidados de saúde que possam pagar, pensões de reformas que sejam dignas. Onde a resposta for sim, tencionamos seguir em frente. Onde a resposta for não, programas chegarão ao fim.E aqueles de nós que gerem os dólares do povo serão responsabilizados – para gastarem com sensatez, reformarem maus hábitos e conduzirem os nossos negócios à luz do dia – porque só então poderemos restaurar a confiança vital entre o povo e o seu governo.Não se coloca sequer perante nós a questão se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. O seu poder de gerar riqueza e de expandir a democracia não tem paralelo, mas esta crise lembrou-nos que sem um olhar vigilante o mercado pode ficar fora de controlo – e que uma nação não pode prosperar quando só favorece os prósperos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não só da dimensão do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance da nossa prosperidade; da nossa capacidade em oferecer oportunidades a todos – não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para o nosso bem comum.Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre a nossa segurança e os nossos ideais. Os nossos Pais Fundadores, face a perigos que mal conseguimos imaginar, redigiram uma carta para assegurar o estado de direito e os direitos humanos, uma carta que se expandiu com o sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abdicar deles por oportunismo. E por isso, aos outros povos e governos que nos estão a ver hoje, das grandes capitais à pequena aldeia onde o meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de todas as nações e de todos os homens, mulheres e crianças que procuram um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar mais uma vez.Recordem que as primeiras gerações enfrentaram o fascismo e o comunismo não só com mísseis e tanques mas com alianças sólidas e convicções fortes. Compreenderam que só o nosso poder não nos protege nem nos permite agir como mais nos agradar. Pelo contrário, sabiam que o nosso poder aumenta com o seu uso prudente; a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades moderadas de humildade e contenção.Nós somos os guardiões deste legado. Guiados por estes princípios uma vez mais, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem ainda maior esforço – ainda maior cooperação e compreensão entre nações. Vamos começar responsavelmente a deixar o Iraque para o seu povo, e a forjar uma paz arduamente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos inimigos, vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e afastar o espectro do aquecimento do planeta. Não vamos pedir desculpa pelo nosso modo de vida, nem vamos hesitar na sua defesa, e àqueles que querem realizar os seus objectivos pelo terror e assassínio de inocentes, dizemos agora que o nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; não podem sobreviver-nos, e nós vamos derrotar-vos.Porque nós sabemos que a nossa herança de diversidade é uma força, não uma fraqueza. Nós somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus – e não crentes. Somos moldados por todas as línguas e culturas, vindas de todos os cantos desta Terra; e porque provámos o líquido amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que velhos ódios um dia passarão; que as linhas da tribo em breve se dissolverão; que à medida que o mundo se torna mais pequeno, a nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América deve desempenhar o seu papel em promover uma nova era de paz. Ao mundo muçulmano, procuramos um novo caminho em frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Aos líderes por todo o mundo que procuram semear o conflito, ou culpar o Ocidente pelos males da sua sociedade – saibam que o vosso povo vos julgará pelo que construírem, não pelo que destruírem. Aos que se agarram ao poder pela corrupção e engano e silenciamento dos dissidentes, saibam que estão no lado errado da história; mas que nós estenderemos a mão se estiverem dispostos a abrir o vosso punho fechado.Aos povos das nações mais pobres, prometemos cooperar convosco para que os vossos campos floresçam e as vossas águas corram limpas; para dar alimento aos corpos famintos e aos espíritos sedentos de saber. E às nações, como a nossa, que gozam de relativa riqueza, dizemos que não podemos mais mostrar indiferença perante o sofrimento fora das nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem prestar atenção aos seus efeitos. Porque o mundo mudou, e devemos mudar com ele.Ao olharmos para o caminho à nossa frente, lembremos com humilde gratidão os bravos americanos que, neste preciso momento, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm alguma coisa para nos dizer hoje, tal como os heróis caídos em Arlington fazem ouvir a sua voz. Honramo-los não apenas porque são guardiões da nossa liberdade, mas porque incorporam o espírito de serviço; uma vontade de dar significado a algo maior do que eles próprios. E neste momento – um momento que definirá uma geração – é este espírito que deve habitar em todos nós. Porque, por mais que o governo possa e deva fazer, a nação assenta na fé e na determinação do povo americano. É a generosidade de acomodar o desconhecido quando os diques rebentam, o altruísmo dos trabalhadores que preferem reduzir os seus horários a ver um amigo perder o emprego que nos revelam quem somos nas nossas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro ao entrar por uma escada cheia de fumo, mas também a disponibilidade dos pais para criar um filho, que acabará por selar o nosso destino. Os nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende o nosso sucesso – trabalho árduo e honestidade, coragem e fair play, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo – estas coisas são antigas. Estas coisas são verdadeiras. Têm sido a força silenciosa do progresso ao longo da nossa história. O que é pedido, então, é o regresso a essas verdades. O que nos é exigido agora é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, da parte de cada americano, de que temos obrigações para connosco, com a nossa nação, e com o mundo, deveres que aceitamos com satisfação e não com má vontade, firmes no conhecimento de que nada satisfaz mais o espírito, nem define o nosso carácter, do que entregarmo-nos todos a uma tarefa difícil.Este é o preço e a promessa da cidadania.Esta é a fonte da nossa confiança – o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.Este é o significado da nossa liberdade e do nosso credo – é por isso que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as religiões se podem juntar em celebração neste magnífico mall, e que um homem cujo pai há menos de 60 anos não podia ser atendido num restaurante local pode agora estar perante vós a fazer o mais sagrado juramento.Por isso, marquemos este dia com a lembrança do quem somos e quão longe fomos. No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas juntou-se à beira de ténues fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital tinha sido abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado da nossa revolução era incerto, o pai da nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:“Que o mundo que há-de vir saiba que... num Inverno rigoroso, quando nada excepto a esperança e a virtude podiam sobreviver... a cidade e o país, alarmados com um perigo comum, vieram para [o] enfrentar.” América. Face aos nossos perigos comuns, neste Inverno das nossas dificuldades, lembremo-nos dessas palavras intemporais. Com esperança e virtude, enfrentemos uma vez mais as correntes geladas e suportemos as tempestades que vierem. Que seja dito aos filhos dos nossos filhos que quando fomos testados recusámos que esta viagem terminasse, que não recuámos nem vacilámos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levámos adiante a grande dádiva da liberdade e entregámo-la em segurança às futuras gerações.

Domingo, 13 de Abril de 2008

Questões sem respostas ou o sentido com que olhamos as coisas...

A legislação é o princípio do que está mal e do que está bem, do que se pode fazer e do que não se pode fazer. Não vivemos sós e por isso é necessário estabelecer alguns principios, mas:

» Fumar faz mal e pode prejudicar os outros e os próprios e por isso se criou legislação contra o hábito de fumar. E os muitos componentes que se utilizam em alimentos que consumimos todos os dias e muitos deles está comprovado que são potencialmente maléficos para a saúde pública? porque não se legisla contra a utilização desses mesmos componentes?

» A uniformização na União Europeia é um facto que se aplaude, até porque vivemos cada vez mais debaixo de um conceito de país único, onde o espaço de vida deve ser compartilhado pelos mesmos princípios. Trabalha-se para um déficit público máximo para todos os países membros, trabalha-se por uma politica externa única, organizam-se as instituições para que o fio condutor da governação seja igual, desenvolve-se legislação para estabelecer parametros de inflação uniformizados. E em relação à politica de impostos? porque é que não se actua numa uniformização fiscal a nivel europeu? porque é que os automoveis portugueses pagam a mais alta carga fiscal da europa e a Belgica tem uma das cargas fiscais mais baixas na europa?

» A Páscoa é uma época sagrada para os cristãos, altura em que está proibido comer carne, nos principios cristãos do jejun. Porque é que o pagamento da oblata à igreja vem desobrigar este principio?

» A legislação portuguesa no que respeita à regulação do transito tornou-se nos últimos tempos muito dura na aplicação de multas, sejam pecuniárias, sejam de outra ordem, com a finalidade de travar o nivel de acidentes e mortes nas estradas portuguesas. Porque é que as estatisticas não param de contradizer esse objectivo?

Por hoje chega...

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Não deixa de ser curiosamente preocupante, como a necessidade de formar passou a ser um fait-divers

Talvez não tivesse necessidade de ser tão forte, um mau gosto de fait-divers, com uma mistura de incompetência revelada pela procura de protagonismo.

Acho que a todos os niveis.

Em primeiro lugar, cabe a quem manda que tem que saber coordenar e saber fazer as coisas (o antigo savoir-faire cada vez mais em desuso).
Seguimente, isto não é uma questão de carreira ou de protecção de previlégios.

Os episódeos de propaganda, quer de alunos a bater em professores, quer de professores a bater em alunos, não passa disso mesmo, desvios de atenção para uma melhor contribuição de ranking pessoal, de ora agora ganho eu, ora agora ganhas tu.

O que leva o sistema a chegar a estes pontos, está ligado a uma sintonia de interesses humanamente entranhados nas raízes daquilo que também pode ser considerado, uma falha de formação que agora se paga.

Isto não é a minha reforma de ensino.
Tem que ser a base de sustentação de uma sociedade que permita no futuro assegurar responsaveis de governos e de sindicato, não cometer erros desta natureza....e de outras...

Domingo, 2 de Março de 2008

Reflexo de Pavlov dirige decisões sobre o consumo

Cientista estuda comportamento de consumidores
A escolha do que consumimos é uma espécie de reflexo de Pavlov, em que o nosso cérebro reage a estímulos como formas e cores de uma embalagem, marcas preferidas ou preços desejáveis. Reacções que não é possível conhecer através de nenhum questionário porque se tratam de emoções do nosso inconsciente de que não nos conseguimos aperceber e muito menos exprimir.Perante estas dificuldades mas com ânsia de perceber o que nos leva a comprar um tipo de produtos e rejeitar outros, o neuropsicólogo inglês David Lewis desenvolveu nos últimos 20 anos uma ciência que designa como neuromarketing."O objectivo do neuromarketing é perceber como o cérebro produz comportamento" e "estudar como os seres humanos fazem escolhas" de consumo, explicou à Lusa o neuropsicólogo que está em Portugal para realizar uma demonstração de neuromarketing cujos resultados apresentou em Matosinhos."As emoções têm um papel mais significativo nas tomadas de decisão relativas ao consumo do que a parte mais racional e lógica" da nossa mente, diz o cientista, sublinhando que "pelo menos 9/10 da informação de consumo fica escondida" no cérebro como se fosse um icebergue.Esta ciência trabalha com informação do cérebro fornecida através de eléctrodos ligados à cabeça de um voluntário e a um computador. Este recebe dados que representa em forma de linhas cheias de ziguezagues num desenho idêntico ao de um exame ao movimento do coração.A dificuldade é analisar depois esses dados de forma a perceber que emoções estiveram na base da escolha ou rejeição de uma marca ou produto mostrado ao voluntário. É isso que David Lewis desenvolve há mais de duas décadas e que lhe valeu a alcunha de "pai do neuromarketing".O neuromarketing, defende, é "uma forma de perceber o que se passa na cabeça dos consumidores", sendo que a sua principal vantagem é o "fornecimento de informação em tempo real sobre a forma como a mente responde a todos os tipos de mensagens comerciais".A tecnologia usada permite "identificar o tipo e nível de emoções sentidas quando os consumidores são expostos a mensagens comerciais e é possível também perceber como é que essa informação é processada pelo cérebro", refere o cientista.De acordo com David Lewis, as previsões dos cientistas referem que o neuromarketing vai tornar-se "a tecnologia mais em voga no mercado da investigação daqui a 5 anos".Embora ainda esteja em desenvolvimento, este recurso já é "muito eficaz" e, por isso, procurado por todo o tipo de marcas e empresas."Os nossos clientes incluem fabricantes de automóveis, empresas de televisão, agências de publicidade, produtoras de filmes, supermercados ou designers, sendo que os relatórios fornecidos abrangem todo o tipo de pesquisas desde a forma como um carro é desenhado até à maneira como um filme é editado", esclarece David Lewis.Entre as conclusões mais curiosas está uma encontrada num teste para a marca de chocolates Cadbury'. O objectivo era analisar as emoções dos voluntários comparando comer chocolate com beijar alguém amado. Analisadas as reacções do cérebro, David Lewis concluiu que o chocolate tinha um efeito "muito mais poderoso do que o beijo".
LUSA
PATRÍCIA CUNHA

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Portugal/Ciência: Toffler alerta para «mudanças caóticas» no mundo

Lisboa, 25 Fev (Lusa) - O investigador e futurista norte-americano Alvin Toffler alertou hoje para as "mudanças caóticas no mundo" ao falar sobre "um novo contexto estranho", na conferência "Bioeconomia: a 4/a Vaga", realizada na Reitoria da Universidade de Lisboa.
Acompanhado pela mulher Heidi, sua "cara-metade" em todo o trajecto profissional, Toffler, 79 anos, começou por alertar - na abertura do III Congresso da Ordem dos Biólogos - para a "mudança da existência humana" decorrente do paradigma em que a biologia se imiscui na tecnologia.
Da revolução agrícola (1/a vaga), à industrial (2/a vaga) e à da informação (3/a vaga), a 4/a vaga marca um estágio civilizacional sem precedentes na história da humanidade e imprime características únicas à economia, explicou.
Toffler definiu uma dezena de etapas para tipificar a nova economia, que "já não assenta nos músculos, mas no cérebro", é "intangível, mas manipulável", comporta a "interacção de conhecimentos sob regras contextuais diferentes", "suprime as distâncias", passa pela "compressão dos dados" e pela "partilha".
Sobre o "efeito de aceleração", precisou que "gera assincronias e perturbações" na economia.
"As assimetrias provocam atrasos e reduzem a capacidade competitiva, colocando ameaças", sublinhou.
Toffler chamou a atenção para o facto de "a capacidade de regulação à escala planetária estar a chegar ao limite" e ironizou com o exemplo de que "há mais dinheiro a circular em transacções internacionais do que a engordar contas nos bancos".
Para o autor de "Riqueza Revolucionária" (Revolutionary Wealth, 2006), "a massificação é a oposição ao progresso e não a sua charneira".
Portanto, "os produtores viraram consumidores" ("prosumers", de "producers + consumers"), querendo justificadamente ser servidos à sua medida", observou.
Como exemplo, deu o caso das músicas descarregadas da Internet para um MP3 por um utilizador, como se de um produtor se tratasse, para se servir como consumidor só daquelas de que mais gosta.
O modelo da 4/a vaga está em "completa ruptura" com o tradicional, típico da 1/a vaga (agrícola), com o "uniforme e repetitivo" da 2/a (industrial), que "teve expoente nas escolas e nas fábricas", apresentando-se como "múltiplo e complexo".
A concluir, Toffler fez referência à "desarticulação das estruturas governamentais clássicas" e à emergência de outras, supranacionais, e/ou organizações não-governamentais (ONG).
Alvin Toffler, também autor de "O Choque do Futuro" (1970), "A Terceira Vaga" (1980), "Os Novos Poderes" (1990) e "Guerra e Anti-Guerra" (1995), é consultor internacional e vive em Los Angeles, Califórnia.
JHM.
Lusa/fim

Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Olhar África

Olhar África Foto@EPA/Stephen Morrison
Uma criança chora com fome numa esquadra da polícia em Thika no Qénia. As perseguições nos bairros exteriores a Nairobi já fizeram centenas de refugiados. Os avisos foram simples: "Quem não é autóctone tem de sair ou morre". Muitos dos conflitos em África são causados por guerras tribais.

Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Os mitos da Cidade Velha





Tinha curiosidade em conhecer a Cidade Velha e o que ela representou.
O simbolismo do comércio de escravos.

A evolução do preço do petróleo

Tem sido interessante acompanhar as diversas intervenções que têm sido feitas nos últimos tempos sobre a evolução do preço do petróleo e o impacto na economia do mundo e de Portugal, em particular.

Encontrei duas informações estatisticas que aqui deixo:

Tentei encontrar informação comparativa, entre o preço do petroleo e o preço patricado dos combustiveis, mas não encontrei.

Terei que fazer eu mesmo o trabalho.

Um sentido de oportunidade e de importância

Não faz sentido que o pessoal médico proveniente de Espanha e que exerce funções profissionais nos hospitais portugueses, tenha tido e continue a ter problemas com a policia portuguesa, porque não têm as suas viaturas legalizadas, segundo as leis de Portugal.

Muito menos sentido tem, que a apresentação de uma queixa por parte dos mesmos, tenha forçado o primeiro ministro de Portugal a alterar a lei, para que deixem de ter esses mesmos problemas.

Caro senhor primeiro ministro, não tem que se queixar da ingrata população, para a qual foi incumbido da alta missão de os governar, ao estilo do general romano. Tem que se queixar de si próprio e da sua falta de coerência e equilibrio na governação.

A atitude que se tem perante as coisas, tem sempre duas voltas, a que se dá e que se recebe e não a que se quer receber.

Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Força vulcânica

Força vulcânica Foto@EPA/José Jacome
A actividade do vulcão Tungurahua, no Equador, intensifica-se de dia para dia. De acordo com especialistas, o vulcão poderá explodir dentro de uma ou duas semanas

Domingo, 6 de Janeiro de 2008

Microsoft e Cabo Verde assinam acordo estratégico

A multinacional norte-americana de informática Microsoft estabeleceu sábado na Praia uma parceria com o Governo de Cabo Verde para a criação no arquipélago dum centro de inovação para a governação electrónica. O centro, destinado a melhorar as capacidades de pesquisa e desenvolvimento das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC), foi assinado pela ministra da Presidência do Conselho de Ministros e da Reforma do Estado de Cabo Verde, Cristina Fontes, e pelo presidente da Microsoft África, Cheick Diarra.
Nos termos do acordo, a empresa fundada por Bill Gates vai apoiar Cabo Verde na formação de quadros, na capacitação de escolas, no acesso e utilização das NTIC e na sua vulgarização no seio das comunidades.
O apoio ao sector privado e à educação, com programas de acesso à tecnologia com preço aceitável, de modo fomentar a literacia digital, é outro dos pontos contemplados no acordo, de três anos, renováveis se as partes assim o desejarem.
O acordo visa também estabelecer um quadro amplo de cooperação nas áreas de governação electrónica, educação, desenvolvimento das indústrias de tecnologia de informação e comunicação, bem como a transferência de tecnologias.
Na educação, a parceria prevê a criação de uma rede escolar com infra- estruturas e conteúdos para o ensino à distância.
O acordo estabelece que a Microsoft apenas cobrará a Cabo Verde os «custos mínimos» relacionados com a licença de utilização dos seus produtos.
Em contrapartida, a empresa espera poder utilizar os resultados do modelo da cooperação com Cabo Verde no âmbito da sua estratégia de conquista do mercado africano.
Durante a sua estada na Cidade da Praia, Cheick Diarra foi recebido pelas principais personalidades políticas cabo-verdianas, como o presidente Pedro Pires e o primeiro-ministro José Maria Neves.
Diário Digital / Lusa

Dois países tão diferentes, que tanta divisão apenas acabará por nos destruir...

É claro que sou portista e defendo o meu futebol portista com a agressividade que se impõe, para o bem e para o mal, para o dito desporto ou a sua organização.

Apenas faz sentido numa perspectiva de negócio, a tendência geral que os media têm tido em subalternizar tudo o que não seja de Lisboa.
Ontem o Sporting perdeu e o Benfica empatou, pois os ecos que daí advêm têm sido minimos, contrariamente ao que serio se ambos ou mesmo apenas um tivesse ganho. Contrariamente ao que tem sido corrente quando ambas ou apenas uma das equipas ganha, onde as manchetes dos jornais, as aberturas de noticiarios, são prioridade.

Somos um país tão pequeno, que apenas se compreende que esta pequenez seja extensiva às tantas acções e atitudes que temos tido perante tudo o que nos governa.

São as informações de transito que diariamente temos nas nossas rádios, que direccionam as suas informações para o Porto e Lisboa em cerca de noventa por cento.
São os eventos de relevância nacional (sejam eles domésticos, sejam eles supra nacionais) que não tendo acontecido em Lisboa, têm a cobertura mediática pobre que se "justifica".
São os "grandes" jogos de futebol, que não incluindo os três grandes, para além do resto, não é relevante.
São as abeturas de túneis rodoviários, que com a excepção do tunel do Marquês, os outros não têm a exposição social que mereça.
São as auto-estradas e estradas que se abrem por esse país fora, em que umas são abertas no pobre país do interior, para servir os desfavorecidos da provincia.
São as concentrações de investimentos "nacionais" nos locais de maior relevo mediático e necessidade politica.

Enfim, poderiamos enumerar uma lista quase infindável de situações que ajudam a matar cada vez mais este pequeno país que tem tudo para ser grande e só não o é, nem tem caminho para isso, pelo menos para já, apenas porque falta visão e estratégia para Portugal.

O país tem que ser governado no seu todo. Não é apenas o aspecto económico, financeiro, social, ético, politico, moral; é o equilibrio do seu todo que faz o desenvolvimento deste país.
É quando 20% da população portuguesa não sentir excluida, por viver abaixo do limiar da pobreza. Não se deve atribuir subsidios, nada disso, deve sim dar-se uma cana e ensinar a pescar, como também se deve criar condições de fixação das populações, quando queremos que as nossas cidades tenham mais qualidade de vida.

Reitero sim a necessidade de visão e estratégia nacionais, para que este seja de facto um grande país e não continue a viver das circunstanciais medidas de ambito económico para efeitos estatisticos.

Caligrafia nipónica

Caligrafia nipónica Foto@EPA/Dai Kurokawa
A pequena Kanoka Suto, de três anos, é ajudada pela mãe na demonstração dos seus talentos de caligrafia em Budokan Hall, na capital japonesa, Tóquio. Cerca de 3100 pessoas de todas as idades participam no concurso anual de caligrafia, realizado após a passagem de ano.

Nós somos loucos, não somos? - Antero de Quental

Nós somos loucos, não somos?
Desta louca poesia,
Desta riqueza dos pobres
Que se chama fantasia!

Ergamos pois nossa tenda
E nosso lar de pobreza
No mais ermos desses montes
No fundo da Natureza.

Se o frio apertar connosco,
Pois não temos mais calores,
Aqueceremos os membros
Na fogueira dos amores!

Se for grande a nossa sede,
Tão longe da fonte fria,
Contentar-nos-emos, filha,
Com as águas da poesia!

Assim à nossa pobreza
Daremos a Imensidade...
Que com isto se contente
Nossa pouca seriedade.

E, pois somos loucos, vamos
Atrás dos loucos mistérios...
Deixemos ricas cidades
Ao sério dos homens sérios.

España, frente de batalla contra el laicismo

La Iglesia católica se enfrenta con el Gobierno
España, frente de batalla contra el laicismo
El apoyo del Papa al acto sobre la familia es parte de su contraofensiva en el sur de Europa







La mañana del domingo 30 de diciembre fue tan soleada en Roma como en Madrid, dos capitales unidas ese día por un mismo espíritu de batalla ideológica, por un puente verbal de viejos argumentos en defensa de la familia tradicional tendido entre la cúpula de la Iglesia católica española y el cuartel general del catolicismo mundial. De un lado, los cardenales Rouco Varela, Cañizares y García-Gasco, lanzando duras críticas contra el Gobierno socialista español. Del otro, el Papa Benedicto XVI con un discurso moderado, que contenía, no obstante, un rechazo total al divorcio, al matrimonio homosexual y a la eutanasia.

En la plaza de Colón de Madrid se escenificaba así una batalla de la guerra que el Papa se propone librar contra el laicismo galopante de las sociedades modernas. Su determinación no es de ahora. Desde sus años de cardenal y principal consejero de Juan Pablo II, el teólogo alemán Joseph Ratzinger tiene perfectamente identificado al enemigo y está decidido a combatirlo para reconquistar el terreno cedido por la Iglesia en Europa.
El domingo, el Papa defendió ante los fieles congregados en Madrid que la familia "fundada en la unión indisoluble entre un hombre y una mujer, constituye el ámbito privilegiado en el que la vida humana es acogida, desde su inicio, hasta su fin natural". ¿Era su mensaje un mero detalle de cortesía con la cúpula de la Iglesia española tan diligente a la hora de las movilizaciones de masas en defensa de las posiciones vaticanas? Todo apunta a que se trata, por el contrario, de una iniciativa en total sintonía con la Santa Sede, decidida a contraatacar en todos los frentes ideológicos abiertos en uno de sus antiguos feudos.
"Obviamente, las palabras de Su Santidad estaban preparadas desde mucho antes", responde en conversación telefónica el portavoz vaticano, Federico Lombardi. Aun así, reconoce que había algo "un poco diferente" en este mensaje de Benedicto XVI: su "considerable amplitud, mayor de lo habitual".
¿Pretendía el Papa con su alocución aprovechar las gigantescas dimensiones de la audiencia que le proporcionaba, una vez más, la Iglesia española, para lanzar su infatigable alegato en defensa de la familia tradicional? Eso parece. Su resignado análisis de hace años, cuando reconocía abiertamente que la Iglesia católica en el siglo XXI estaba destinada a constituir "un pequeño rebaño", contrasta ahora, convertido desde abril de 2005 en el sucesor de Juan Pablo II, con su afición a los baños de multitudes.
"A título personal, como profesor y estudioso, es una persona tímida y no se encuentra cómodo ante las grandes movilizaciones de masas, pero como pastor de la Iglesia, reconoce su importancia", explica José María de Vera, veterano responsable de comunicación de la Compañía de Jesús, en Roma, y un observador privilegiado de las relaciones Iglesia española-Vaticano. A De Vera, la intervención del Papa en la manifestación por la familia tradicional le pareció "una escenificación perfecta. Seguía una pauta bien concordada, era casi como una película", en la que, naturalmente, el cardenal Rouco llevaba la voz cantante. Sólo él tiene la llave de dos puertas fundamentales: la que le da acceso directo a Benedicto XVI, del que fue alumno, y con el que puede conversar en alemán; y la que le comunica con los grandes movimientos religiosos que, como el Camino Neocatecumenal, liderado por Kiko Argüello, son capaces de reunir casi de un día para otro masas oceánicas de fieles.
La prensa italiana no ha dudado en hablar de un millón de personas al informar de la concentración de la madrileña plaza de Colón. Una cifra exagerada, pero capaz de encandilar a cualquiera. Después de todo, Benedicto XVI sólo ha reunido a 2,8 millones de personas en total, sumando las audiencias y las celebraciones litúrgicas, en todo el año 2007. Animado por este despliegue de poder que le ofreció la Conferencia Episcopal Española, y por algunos signos de cambio que aparecen en el panorama político europeo -como la elección de Nicolas Sarkozy, en Francia-, el Pontífice ha decidido movilizar a sus huestes contra las fuerzas del laicismo.
"El Papa y el secretario de Estado quieren que haya mayor participación de los católicos en la vida pública. Benedicto XVI ha animado a todo el mundo a entrar en la dialéctica de la vida política y de la sociedad. De ahí su llamamiento a los profesionales católicos, farmacéuticos, médicos, políticos, para que se movilicen", reconoce el catedrático de Teología de la Universidad de la Santa Croce, del Opus Dei, Lluís Clavell. Clavell es miembro de la Academia Pontificia de Teología y lleva años en Roma, pero no se aventura a hablar del protagonismo vaticano en el evento.
Otros interlocutores, que prefieren mantenerse en el anonimato, consideran capital el papel del primer ministro vaticano, Tarsizio Bertone. "Un hombre que se ha ido escorando cada vez más a posiciones conservadoras, y que, junto al cardenal vicario de Roma, Camillo Ruini, for.

Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Tanta discussão sobre o tabaco e o fumar onde se pode ou deve...

Tantas conversas estéreis...
Recomecei a fumar faz algum tempo e não creio que seja problema a lei.
Como em tudo na vida, em primeiro lugar é uma questão de princípio de respeito pelos outros, em segundo lugar todos estes fundamentalismos são a típica forma de portuguesa, muito pequenina de quem não tem nada que fazer, de assuntos mais importantes para tratar e para resolver.

Para ambos os lados, a falta de imaginação é atrós. Parece um casal de namorados sentados num muro em frente à praia, sem assunto para falar.

Nem o director da Asae tem o direito de argumentar a sua falta de habilidade para justificar que estava a fumar num casino e muito menos questionar a interpretação da lei; não foi nomeado para isso. Nem os fumadores se têm que queixar da falta de espaço para curtir as passas do cigarrito, que sabe bem.

Precisa-se de bom senso e outros assuntos de interesse nacional.

Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Preto no branco de Margarida Rebelo Pinto na última edição do Jornal Sol...somos leitura de circunstância, a leitura e os humanos...

Enquanto mulher, sempre me refugiei na convicção parcial de que as pessoas do meu género são inofensivas, o que me fazia questionar o medo latente que os homens têm das mulheres. No entanto, fui percebendo que imaginar o mundo como um conto de fadas em que nós somos o Capuchinho Vermelho e eles são o Lobo Mau até pode dar jeito, mas é injusto e redutor. As mulheres possuem sobre os homens um poder invisível que os domina, os condiciona, chegando mesmo a provocar alterações de personalidade. Conheço casos de agnósticos que viraram místicos depois de terem vivido com uma professora de yoga, fumadores que se tornaram desportistas quando se apaixonaram por uma proprietária de lojas de produtos naturais e solteiros inveterados que se renderam ao conforto do matrimónio quando encontraram a mulher certa.Uma das grandes qualidades dos homens é a clareza de sentimentos. Ao contrário das mulheres, eles não se deixam levar em ilusões; ou gostam de nós ou não gostam, ou querem estar connosco ou não querem, ou estão apaixonados e dão a volta ao mundo atrás de nós, ou então nem sequer nos atendem o telefone.As mulheres são muito mais perigosas. Elas podem dar troco a um homem porque querem esquecer o anterior à viva força, porque não lhes apetece estar sozinhas, porque ele é o ex-namorado de uma parva qualquer e já agora aproveitamos para a chatear, porque é bom rapaz – embora não nos levante um pêlo – ou porque é um bom partido. Ou seja, nós podemos estar interessadas durante um tempo indeterminado, até decidirmos se queremos ou não ficar com aquele homem. E estar interessada não é o mesmo que estar apaixonada.
Quando uma mulher está apaixonada não pondera, não joga, não manipula, simplesmente porque não consegue. Falta-lhe a calma e a manha, ou, em linguagem empresarial, falta-lhe a estratégia. Já dizia Kafka que a vida não se deixa calcular. Por mais que uma pessoa programe o seu futuro, o inesperado atravessa-se no nosso caminho e de repente, quando menos estamos à espera, apaixonamo-nos. O que distingue as mulheres dos homens é que estas possuem uma predisposição natural muito mais forte para se apaixonarem; as mulheres gostam tanto da ideia da paixão que a corporizam à primeira oportunidade, ainda que o seu objecto tenha tanto a ver connosco como sardinhas com chantilly.A paixão é outra coisa. Paixão é amor, tesão, fusão e emoção em doses brutais combinadas num cocktail explosivo que daria cabo de qualquer ser vivo se não estivesse apaixonado. É dormir mal quando o outro não está, é perder a conta de quantos pormenores por dia podem ser partilhados, é nunca interromper uma conversa nem que a casa caia, é organizar a nossa vida em função da outra pessoa, ainda que o pudor e o bom senso nos impeça de o revelar.Quando uma mulher considera interessar-se por um homem, isso quer dizer que está objectivamente a analisá-lo segundo os seus critérios. Por melhor que ele seja, o mais provável é que essa mesma mulher um dia se apaixone por outra pessoa completamente diferente. O amor é o oposto do interesse. Os homens em geral jogam preto no branco, deixando pouca margem para ambiguidades. Mesmo que tudo comece com um interesse carnal – porque é assim que funcionam – rapidamente se definem: ou se apaixonam, ou se desinteressam. E aí, nós mulheres, temos muito a aprender com eles.

Publicação: Saturday, December 29, 2007 8:00 AM por MargaridaRebeloPinto

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Um discurso de fim de ano e de preparação de 2008 e também de inconformismo sobre a forma como enfrentamos as situações. Economia dixit é importante.





Eleições no Quénia

Eleições no Quénia Foto@EPA/Stephen Morrison
No Quénia, milhares de pessoas protestam violentamente contra o resultado das eleições presidenciais. Esta situação de instabilidade levou a Secretaria de Estado das Comunidades a aconselhar os portugueses a não se deslocarem à região nos próximos dias

Domingo, 23 de Dezembro de 2007

recortes...sentidos recortes de muito trabalho português...com o orgulho de ver dever cumprido do que se quer...




Depois do comentários do Vaticano tive ainda mais curiosidade em ver o filme...

...que se chama A Bússula Dourada, ou The Golden Compass, como o título original melhor o acompanha.

Trata-se, antes de mais, de uma história de ficção, escrita faz já algum tempo, principalmente orientada para jovens de uma faixa hetária média, média/alta, para quem a encenação ficcional é deveras importante, feita ao jeito de um bom enredo que uma história desta natureza pretende proporcionar.

Para mim a mensagem é mais importante e que espero seja, para todos, inclusivamente o público alvo para quem é destinada o que mais fique de relevante no filme.
Também são estes passos educativos, que tive o grato prazer de partilhar com os meus, que constroem um processo de crescimento.

Não vou dizer que não entendo os comentários lançados pelo jornal L'Observertore Romano, voz oficial do Vaticano, a propósito da classificada mensagem anti-natal deste filme. É inaceitávelmente compreensivel que surjam estas observações, não da instituição, da importante e fundamental instituição com a importante posição e papel único no mundo, mas sim da supra-instituição vaticana, cujos princípios da vida foram a base da mensagem deste filme.

Digo que queremos gente com garra, com vontade de viver, com vontade de ajudar os outros, com espírito natalício, como demonstrou este filme.
Não queiramos nunca pessoas acomodadas às suas coisas, ao deixar passar e correr a vida, independentemente de ser mau ou bom.

A história de uma rapariguinha cheia de vontade de lutar pela vida, de ajudar os seus amigos, de ajudar a construir um mundo melhor, deve ser a história de cada um de nós.

A mensagem dada pelo Vaticano ao episcopado português recentemente, também dever ser uma mensagem a passar para dentro, porque é aí que tudo começa....dentro de nós, dentro de cada um do nosso espaço.

Personalidade do ano 2007 pela revista Time


Sábado, 22 de Dezembro de 2007

A razão porque as coisas falham

Nós, os mais ou menos transeuntes dos meios por onde passam ou ouvem, questionamos a razão porque as lojas fecham, as empresas encerram, as pessoas se separam, enfim o fim das coisas que não seja o fim material.

Também podemos incluir em todo este panorama, as empresas que decidem deixar os seus terrenos para procurar condições "mais vantajosas".

Creio que isto é levado essencialmente à falta de planeamento. Tenho dúvidas que a palavra seja tão abrangente quanto necessito, mas o facto de não existir forma de planear a vida, ter planos para as coisas, reflictir sobre o percurso que se pretente ter, analisar os percursos já tidos e que se pretente abraçar.

O contrário de planear a vida é andar à deriva e quando se anda à deriva, mais tarde ou mais cedo vamos encalhar, bater...o que quer que seja.

O sistemático queixar da vida que muitas das vezes temos por vício de comodismo, não deixa de ser isto mesmo. Sem planos de vida não existe objectivos.
Ainda se pode perguntar aos mais pequenos, o que querem ser quando forem grandes. Se não sabemos o que queremos ser daqui a um dia ou a 10 anos, não podemos perspectivar que tipo de vida queremos ter, onde queremos estar.

As empresas fecham, independentemente das razões porque isso acontece, porque não analisam os seus percursos e sobretudo porque não estabelecem percursos que querem trilhar, formas que pretendem ter, objectivos que querem atingir.

E isto aplica-se aos países. Os que conseguem planear as suas vidas, no seu todo, conseguem tornar-se naquilo que planearan ser quando eram "pequeninos".

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Vamos imaginar que o Pai Natal existe

Sim...vamos imaginar que o Pai Natal existe e que as coisas se transformam num cenário desoladoramente verdadeiro.

Comecemos com o sistema de transito que temos.
A principal função da policia será a de prevenção e formação, enquanto a função repressiva passa para segundo plano.
Que aconteceria se esta situação passasse vigorar?
Não podemos esquecer que imaginamos que o Pai Natal existe, mas também não podemos esquecer que a mente humana é feita de habituações, de treino, de repetições constantes, de forma a aperfeiçoar as nossas acções.

Não podemos ter em consideração que o negócio das multas iria por água abaixo. Não tenhamos a menor dúvida, mas isso seria o menos, até porque se encontraria uma outra forma de colmatar esta "falha" claro, de dinheiro para os cofres do estado que "gere" o nosso dinheiro.

Queremos mesmo dar uma volta à situação de transito nas estradas de Portugal? Bom, é necessário pensar bem se é isso que queremos. Com esta reviravolta muita coisa vai mudar, muito negócio vai mudar de mãos.
Outro aspecto muito importante, deveras importante, este processo de alteração de comportamentos, leva muitos anos, talvez gerações e dá muito trabalho, como normalmente se costuma dizer nestas ocasiões dá uma trabalheira terrivel.

A era das proibições...

Pois é, agora é probido fazer quase tudo, ou podemos arriscar tudo.
A bom exemplo de meninos que se querem bem comportados, proibimos de fazer muita coisa porque senão pode dar asneira.

É proibido fumar, é proibido conduzir a mais de 120 km hora, é proibido isto e mais aquilo, enfim a proibição entrou numa paranoia absoluta de movimentação intelectual e comportamental, que por vezes até dá pena ver para onde isto está a ir.

A ideia é mesmo que quanto mais se proibe mais se faz em sentido oposto. Quanto mais o fruto é proibido mais ele é apetecido. A menos que a estratégia de condução do negócio seja mesmo essa, saber como nós, principalmente os de junto ao mediterrâneo nos comportamos, para o que resultado seja o esperado.

Bem pensado.
Claro que nenhuma das duas leva a lado nenhum. A nenhum daqueles lados que alguns, poucos, pretendem.
Não se quer pela prevenção, nem pela educação de bases, porque isso dá muito trabalho e os resultados práticos e mais imediatos não se vêm.
Já chega...

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Oliveira milenar

Oliveira milenar Foto@EPA/Luís Forra
Uma oliveira com mais de mil anos no negócio das plantas no Algarve pode custar a volta de 5 a 6 mil euros.

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Somos sempre assim, com esta forma paradoxal de comportamento...

O princípio é sempre este, fazemos mais e melhor para fora do que para dentro.

Ora vejamos, a cimeira União Europeia / Africa, que se realizou em Lisboa no ultimo fim de semana, teve muita coisa de positivo, senão mesmo tudo, coisa que muito provavelmente não poderemos referir como sendo uma verdade absoluta, pois nada nem nunca é perfeito, nem é total. Ainda bem que é assim, porque o sentimento de perfeição deixa rastos de insatisfação e descontamento.
A organização do evento, o impacto que teve a nivel mundial e sobretudo a capacidade que se gerou em nivelar o dialogo de civilizações.
Concordo com José Socrates quando diz que o Espírito de Lisboa, foi fundamental para uma boa realização de um encontro desta natureza.

E se tivessemos a capacidade de direccionar o sentido desta atitude para dentro, como seria?
Concerteza que também teriamos descontentes, teriamos que negociar e re-negociar termos em coisas que haveria concerteza desacordo, mas haveria a atitude de disponibilidade para avançar.

Com isto mostramos que existe, acima de tudo, capacidade para resolver problemas, capacidade para ir mais longe, capacidade para mostrarmos que somos bons. Não para mostrarmos que também somos bons, mas sim que de facto somos bons naquilo que queremos fazer.

Quando tivermos a mesma atitude e capacidade para nos virarmos para dentro, vamos ser tão grandes e melhores do que os melhores.

A politica não é só retórica, é também capacidade de realização, de boa e eficiente e eficaz realização e atitude.

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Olhar Sentido

Um olhar, o mais minucioso e critico que for possivel fazer sobre tudo o que se passa à volta de tudo e das coisas.

Não terá nunca uma intenção ou direcção de destruição, mas sim uma posição pessoal de olhar com o sentido critico, com sentido pessoal acima de tudo concerteza, para todos os aspectos de todas as circunstâncias da vida.

No dia em que o virar do avesso deu por findo o seu ciclo, chegou a altura de ter um sentido diferente às coisas.